quinta-feira, 4 de julho de 2013

BATMAN - A CRIANÇA E AS SOMBRAS

ou BATMAN E O PERIGO DE QUEIMAR ETAPAS






Bom Cavaleiros, Cavaleiras, Pedreiros, Bardos, Bárbaros, Barbaras, Magos, Bruxas, Feiticeiras, Amigos e Amigas, vamos agora falar sobre o Mito do Batman, a Criança que nunca cresceu! Sim, Criança!
"Como assim Tristão? Tá maluco? O Batman é o herói mais foda!"
Vamos sentar aqui nessa mesa da Taberna então e conversar rapidamente enquanto tomamos um bom Hidromel:


segunda-feira, 26 de março de 2012

A Besta e o Sábio

Nas profundezas da terra se degladiavam a Besta e o Sábio.
O Sábio era altivo, belo e inteligente. Vestia uma túnica azul que realçava a longa barba branca. Seus olhos eram tranquilos, seu olhar compassivo, seus movimentos leves e ordenados.
A Besta era feia, desprezante e astuta. Seu corpo colossal, sua voz gutural, seu andar desordenado realçava o caos que tomava aquela criatura. Suas palavras provocavam o Sábio:

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Deus segundo Spinoza




Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que
saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz
para ti.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Os Níveis do Ser Humano

Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:

- Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Novo Signo do Zodíaco… NOT!

De tempos em tempos aparece na Grande Mídia algum espertalhão esquisotérico ou astrônomo completamente leigo para falar algum absurdo sobre o que eles imaginam que seja a Astrologia. A bola da vez são uns astrônomos do Planetário de Minnesota, nos EUA, que afirmam que, por causa da atração gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, o alinhamento das estrelas foi empurrado por cerca de um mês.
“Quando [os astrólogos] dizem que o sol está em Peixes, não está realmente em Peixes”, disse Parke Kunkle, um dos integrantes do Minnesota Planetarium Society à revista “Time”. O signo astrológico é determinado pela posição do sol no dia em que a pessoa nasceu, o que significa que, de acordo com os astrônomos, tudo o que se sabia sobre horóscopo está errado“… Uma grande imbecilidade que tem sido repetida por céticos e esquisotéricos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Corrente Pela Paz no Rio

Olá Amigos e Leitores,

Antes que vocês pensem que esse é um post comum, ou uma corrente comum.
Digo agora que não é simplismente um post comum.

Tendo em vista os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro, esse post vem pedir a união de vocês, estando no Rio de Janeiro ou estando fora dele...

E como?

sábado, 21 de agosto de 2010

Reflexo na lâmina da espada

Você tem a impressão de que às pessoas à sua volta não estão vivendo. Apenas existindo.
Você tem a impressão de que você vibra em uma frequência diferente das demais. Ou que tem alguma coisa errada que só você percebe.
Você tem a impressão de que está faltando alguma coisa.

Conforme você vai vivendo, conforme se afasta de seu castelo para lutar batalhas distantes, às vezes se esquece de quem você realmente é.

O bom cavaleiro errante levava um lenço, para se lembrar de sua Dulcineia.

Se lembrar de quem vc é é recordar o que realmente é importante. O que realmente vale a pena.
O que não é apenas uma sombra.
E há algumas formas de se lembrar de quem você é.
Rever um filme, reouvir uma música, reler um livro,

ou retornar a seu preceptório. Ou reencontrar os cavaleiros com os quais vc certa vez lutou.
Ainda que vc não mais lute ao lado deles fisicamente, lá estão eles.

Pode avistá-los defendendo-o, a direita, com seu escudo?

Há várias batalhas, mas apenas uma guerra. Não nos esqueçamos de nossa honra. De nossa missão.

Will the orator songs remain as well?

No one will ask for the name of the one who tells these stories...

domingo, 15 de agosto de 2010

A simbologia da Espada

-Quem é o melhor no uso da espada? perguntou o guerreiro ao mestre.
-Vá até o campo perto do castelo, disse o mestre. Ali existe uma rocha. Insulte-a.
O guerreiro, surpreso, retrucou: -Porque devo fazer isto? A rocha jamais me responderá de volta.
-Então, ataque-a com sua espada, disse o mestre.
-Tampouco farei isto, respondeu o discípulo. Minha espada se quebrará se o fizer. E se atacá-la com minhas mãos, ferirei meus dedos sem conseguir nada. Mas minha pergunta é outra: quem é o melhor no uso da espada?
-O melhor no uso da espada é aquele que se parece com uma rocha, disse o mestre. Sem desembainhar a lâmina, consegue mostrar que ninguém poderá vencê-lo.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Me encontre no meio do caminho...

Certa vez Buddha, na época ainda principe Siddhartha Gautama, ou melhor, talvez não mais príncipe, havia abdicado de toda a sua riqueza e fora meditar próximo a um rio na índia afluente do Ganges.
Ele tinha levado seu corpo ao extremo, abdicando até mesmo de comida, diziam que ele comia um grão de arroz por semana.
A mortificação corporal, acreditavam alguns, era o caminho para a purificação e iluminação.
Ao abdicar das coisas próprias da matéria atingiriam a iluminação espiritual. E assim o fez Siddhartha

Porém, um dia, meditando, Siddhartha escuta passar em um barco um tocador de citára com seu jovem filho e aluno.

E eis que ele interrompe sua meditação e passa a prestar atenção no barco que está a passar e escuta a lição do tocador de citára ao filho:

- "Preste bastante atenção agora... ao colocar a corda na citára se você deixa-la frouxa demais ela não vai produzir som algum, mas se você esticar demais a corda, ela irá arrebentar, a tensão tem que ser ideal para que o som possa ser produzido da maneira correta" -

E eis que já chegando à iluminação aquilo atingiu Siddhartha como a um raio.
Ele imediatamente se levantou e andou até o rio. Começou a se banhar e a beber a água. Uma jovem que ali passava ofereceu a ele uma vasilha de arroz, pois ele parecia um mendigo faminto.

Ele pegou a vasilha e comeu o arroz. Seus antigos seguidores da mortificação corporal olhavam admirado e então Siddhartha os convidou: "Venham... comam... o caminho ideal é o caminho do meio... a corda muito frouxa não produz som... muito tensa ela arrebentará... o caminho correto é o caminho do meio."

Então seus seguidores, cegos numa fé extremista e radical lhe viraram as costas.

Siddhartha colocou a vasilha no rio e pediu: "Se eu for digno de atingir a iluminação, se for meu destino, que essa vasilha boie rio acima"

E assim se fez e a vasilha boiou rio acima.


Desta forma Siddhartha Gautama, o Buddha, nos ensinou o caminho do meio, livre de extremos. E ainda hoje podemos levar essa filosofia a vários campos da vida, não apenas o religioso.

Os extremos nos fazem mal e nos induzem ao erro... A ausencia de religião e o fanatismo religioso, A Gula e a Anorexia, O Excesso de Trabalho e a preguiça.

Tudo deve ser comedido, devemos sempre tomar o caminho do meio.

Inclusive em nossas relações para com os próximos a quem temos carinho, não podemos pedir a ele mais do que ele próprio ou nós mesmos podemos dar.

Devemos encontra-lo no meio do caminho, para que apanhando-o possamos ajuda-lo a evoluir e crescer e seguir junto conosco se assim o desejarmos.

como disse uma vez um cavaleiro: "Reerguei o que esmorece, mantende-vos junto ao que está só ou enfrenta desafio maior que o vosso..."

Devemos sempre equilibrar trabalho e diversão, prazer de comer e boa alimentação, exercicio fisico e mental. Afim de podermos manter a balança do nosso corpo equilibrada e a citára de nossa saúde físico-mental com a tensão ideal em nossas cordas, evitando assim enfermidades.


A chave da verdadeira felicidade, da longevidade, da saúde perfeita, da sabedoria, da inteligencia e do sucesso, do verdadeiro amor, da fraternidade e do companheirismo está nessa máxima, a ausência completa de extremos, no caminho do meio.

Assim nos Ensinou Siddhartha Gautama, O Buddha

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Perseu e a Medusa

Perseus era filho de Zeus, um herói mítico greco de grandes feitos. Em um almoço com o rei Polidectes de Séfiro, quando todos ofereceram cavalos de presente. Perseu ofereceu a cabeça da gorgona. As gorgonas eram 3. Criaturas terríveis com cabelos de serpente. Duas delas eram imortais mas Medusa era mortal, porém quem olhasse em seus olhos seria transformado em estátua de pedra.

Por sorte, Perseus foi visitado por Hermes, que lhe mostrou o caminho até as três greias. Três senhoras q compartilhavam um dente e um olho. Hermes o instruiu a tomar o olho delas e assim Perseus fez.

Após tomar-lhes o olho, só o devolveu após elas mostrarem o caminho até as ninfas que poderiam lhe ajudar contra a gorgona.

E assim as Ninfas lhe deram presentes. Ele recebeu uma capa de escuridão, que permitiria ser furtivo e surpreender medusa, botas aladas para lhe auxiliar na fuga e uma bolsa mágica para que guardasse a cabeça da medusa.



Com a ajuda do espelho de bronze de Athena, que refletia a imagem da Medusa, impedindo-o do terrível olhar direto que o transformaria em pedra conseguiu decapita-la. Colocou a cabeça na bolsa mágica e graças aos sapatos alados fugiu rapidamente dali e retornou à Séfiro.

Sobrevoando a costa da Etiópia, ele viu uma belíssima dama presa a uma Rocha. Era a princesa Andrômeda, filha da fútil rainha Cassiopéia, que provocara a ira de Poseidon dizendo que era mais bela que todas suas filhas. Como punição, Poseidon enviou um monstro marinho para devastar seu reino. O único modo de para-lo seria dar Andrômeda a ele como oferenda que foi presa às rochas próximo ao mar à espera de seu terrível destino.

Perseu apaixonou-se, amor à primeira vista e matou o monstro marinho libertando-a. Os pais de Andrômeda, imensamente felizes a ofereceram como esposa a Perseu, e os dois seguiram na jornada para Sérifo. Polidectes não acreditava que Perseu pudesse retornar, porém ao retirar a cabeça da medusa da bolsa mágica foi petrificado por olhar nos olhos da gorgona.

Perseu por fim entregou a cabeça à Athena, que a fixou como um emblema no centro de seu protetor peitoral....

sábado, 30 de janeiro de 2010

Esperando...

E lá estava ele. Mais uma vez no campo de Batalha.

O Sangue ainda estava úmido em sua armadura e nas suas vestes da última batalha. Apoiava-se na espada. Estava cansado e suado. O cheiro de morte, sangue e vítimas ainda rondava o local.

Qualquer um ali enlouqueceria com tanta selvageria. Mas ele estava calmo e tranquilo. Apenas respirava profundamente.

Fora treinado para aquilo. Uma máquina.

Olhou a paisagem. uma grande planície. Grama para todos os lados e alguns pequenos arbustos, onde seus arqueiros estavam a postos escondidos.

Outros arqueiros estavam na formação de batalha com ele. Alguns guerreiros estavam em cavalos. Mas não ele. Ele gostava do solo.

No Horizonte ao norte as tropas inimigas se movimentavam. Um vento vindo do leste trouxe o cheiro de cerejas e cerejeiras. Ele respirou fundo esse cheiro que o encheu de esperança, de uma época que tudo era mais fácil e mais calmo.

Empunhou sua espada. e soltou sua capa que foi levada pelo vento caindo no chão a alguns metros dali. Logo recolida por um pária, um cavaleiriço que a guardaria.

As tropas se aproximavam. Ele passou a mão na grama ao se abaixar. A espada em seu punho. Fez uma última oração aos deuses. deuses? pareciam haver abençoa-lo de alguma forma.

Era ali o soldado vivo a mais tempo e com mais batalhas. Mas a cada batalha era como se parte de sua alma morresse e parte de seu coração fosse arrancado. E essa seria, quem sabe a última.

Se levantou, apoiou a espada no ombro e ficou a observar as tropas inimigas se movimentando e se aproximando, enquanto respirava aquele vento leste com cheiro de cerejas.

Esperando...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

"Se você pode sonhar,você pode fazer."

"E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de"amigo".
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar... simplesmente durmo para sonhar."

(Walt Disney)

Para quem quiser ver o vídeo, só clicar aqui

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Divagando - Coragem

Tudo se resolve quando se tem coragem, caros leitores. Coragem de seguir adiante. Coragem de ver a beleza de uma nova oportunidade a sua frente e de deixar o passado para trás, "Às vezes, a Beleza transborda, e então os espíritos viajam", disse uma vez um autor.

É preciso coragem para abrir o coração para amar de novo, "Deus deu-nos memórias para que nós pudessemos ter rosas no inverno." disse esse mesmo autor.

As lembranças escuras e sofrimentos ficam para trás, à frente só a visão de um novo futuro e as experiencias aprendidas do passado. Mas é preciso ter coragem! isso que é importante...

Nossas emoções são como cavalos, podem nos levar a lugares magníficos, mas temos que controla-las, se não elas apenas nos levarão onde há pasto e andaremos em círculos.

E aproveitando, para sintetizar tudo, deixo o discurso de um menino, que nunca quis crescer, mas que era grande de coração, como já dizia gonzaguinha: "Eu prefiro a pureza das respostas das crianças", enfim, esse texto já diz tudo!

"— Nem todos podem ser ricos — prosseguiu Peter. — Nem todos podem ser fortes ou inteligentes. Nem todos podem ser bonitos. Mas todos podemos ser corajosos! Se dissermos a nós mesmos que somos capazes; se dissermos ao nosso coração: “Pare de pular!”; se nos comportarmos como heróis... todos podemos ser corajosos! Todos podemos olhar o Perigo de frente e ficar contentes por encontrá-lo, e sacar nossas espadas e dizer: “Prepare-se, Perigo! Você não me assusta!”. A coragem está à disposição de quem quiser, não se necessita de dinheiro para comprá-la. Não é preciso ir à escola para aprender a ter coragem! A coragem é que é importante! Todo o resto se resolve quando se tem coragem!"



Non Nobis....

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A decisão...

Sentou-se em sua confortavel poltrona em frente a lareira, com seu copo de whisky, dose dupla sem gelo e colocou-se a refletir perante o fogo...
A complexidade da vida e a inevitabilidade do isolamento interior de cada um, que tentamos suprimir ao encontrar alguém. O Coração humano é algo surpreendente, como consegue ter tanta certeza e dúvidas ao mesmo tempo.
Recostou-se mais na poltrona e tomou um gole de Whisky. O propósito nos define, nos dirige nos guia, nos dá razão, sem o propósito não somos nada... sem o ideal não somos coisa alguma...
Levantou-se e andou pela sala...
Mas como tomar tal decisão??? A Invulnerabilidade do ser presente em cada um de nós se torna instável a medida que decidimos não mais ter certeza do que fazer... como???
Se irritou e jogou o copo de Whisky no fogo da lareira com força, despedaçando-o e atiçando mais o fogo.
Se apoiou na lareira e colocou a mão na cabeça.. estava quase certo...
É isso mesmo... é isso que devo fazer... será? sim! devo ter certeza...
E certo de sua decisão, ele correu!
Correu e pegou o telefone... discou o número... a linha chamava...
Alguém atende do outro lado e ele responde:
"Sim! Uma pizza gigante de calabresa que eu quero! com certeza! tem troco pra 50? ótimo! pode mandar! chega em 30 minutos? Perfeito!"

Sentou e ligou a Televisão para ver seu desenhor favorito, enquanto esperava!


Apenas para descontrair um pouco o clima do blog...
mas mesmo assim... pensem bem... rsrsrs

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Capa, Espada e Escudo....

Era inverno, a neve caía em flocos recobrindo ainda mais o chão, era o inverno rigoroso do norte. As patas do cavalo afundavam bastante na neve a cada passo. Quando o cavaleiro viu caído no chão um irmão de Ordem, não o reconhecia, mas em sua veste ele trazia a cruz templária em seu peito.
Desceu do Cavalo e correu até ele. O Homem jazia no chão quase congelado, mas ainda vivo. Juntou lenha para acender uma fogueira e aquecer o homem. Tirou sua própria capa e cobriu o irmão ainda desconhecido.
Eram épocas difíceis, o rei da frança Felipe, o Belo ordenara a caça aos templários. O Papa os perseguia com a inquisição e punhos de aço e o Cavaleiro havia sido mandado para o norte para que um pouco da ordem continuasse viva. Mas não esperava encontrar um irmão no caminho em meio a neve.
O Homem que jazia congelado foi recobrando a consciência aos poucos. E olhou nos olhos do cavaleiro.
Os olhos do Cavaleiro tinham pouca esperança. O seu Grão-Mestre estava para ser queimado junto ao preceptor da Normandia e ele fugindo. Não, ele queria ser queimado junto.
O Homem o fitou por um momento, percebendo a cruz no peito do cavaleiro e disse: "Meu irmão, você deve sobreviver! As poucas partes da Ordem que sobreviverem são necessárias!"
O cavaleiro deixou uma lágrima escorrer dos olhos e ao levantar a cabeça notou o ferimento nas mãos do Homem e em seu peito, bem no coração. O Homem passou a mão sangrando na neve. O Cavaleiro olhou o sangue na neve e começou a ter uma visão...
Jovens, alguns não mais que crianças, vestiam mantos também templários, com brasões no peito. Mas não usavam túnicas, trajavam calças escuras e blusas brancas e em seu pescoço uma faixa negra que pendia até a cintura. Falavam sobre fraternidade, companheirismo, lealdade, fidelidade aos ideais, sobre amor ao próximo, caridade, amor filial, pureza de pensameto e coração, falavam sobre todos os ideais templários, aqueles jovens mantinham viva as chamas do Templo.
As lágrimas do Cavaleiro se tornaram lágrimas de felicidade! A Ordem viveria! Através de Jovens!
Mas notou que o Homem parado na estrada com túnica templária falecera...
Cavou um túmulo e o enterrou ali perto, não havendo cruz ou lápide, fincou sua própria espada na Terra marcando o Local.
E seguiu em seu cavalo, triste pela morte de mais um irmão, mas feliz pela consciência de que a Ordem e seus Ideais nunca morreriam.
Mais a frente foi parado por Ladrões. Estava sem sua espada para se defender. Um deles atirou uma flecha. A Morte vinha para o cavaleiro. Um Grande Clarão espantou os Ladrões e quase cegou o cavaleiro. Quando a luz diminuiu viu o Homem que estava na estrada e que ele havia enterrado, trajando uma túnica branca, a barba comprida, o ferimento das mãos estava tbm nos pés descalços e usava uma coroa de espinhos.
Desceu do cavalo e se ajoelhou. o Homem botou a mão em sua cabeça e em outro clarão sumiu. Lembrou da História de São Martinho e Orou.
Ao Levantar os olhos viu no lugar onde estava o homem, sua espada. Levantou-se, pegou a espada e seguiu viagem.
Portando em seu coração o que acontecera e a certeza de seus Ideais.
A importância da Fraternidade, do Companheirismo e da Caridade.

"Não a nós Senhor! Não a Nós! Senão a Ti seja dada toda Glória!"

sábado, 15 de agosto de 2009

Exemplo

Certa vez uma senhora, desesperada por ter um filho diabético que insistia em comer açúcar, correu a Gandhi:

-Gandhi! Por Favor! Me ajude! Já não sei o que fazer.... Meu filho não para de comer açúcar e é diabético, não importa o que eu diga... mas ao senhor, Mahatma, ele escuta, ele adora seus pronunciamentos e escuta tudo o que você diz...

Gandhi se postou pensativo e respondeu:

-Não posso fazer isso... não no momento...

A Senhora se desesperou...

-Mas Gandhi???

Gandhi Insiste:

- Volte em uma semana e traga seu filho...

E assim se procedeu, uma semana se passou, semana essa, que Gandhi passou sem comer açúcar algum...

Após essa semana, a senhora voltou acompanhada de seu filho, Gandhi se virou para ele e disse:

- Não deves comer açúcar, eu mesmo já não como mais...

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A Melhor forma de ensinar é através do Exemplo, devemos dar o exemplo, de amor e respeito , de companheirismo e de ajuda ao próximo principalmente.

As palavras sem o exemplo são fórmulas vazias. O Exemplo é a maior arma que uma pessoa pode ter na luta pelos seus ideais, e os mais Sábios como Gandhi e muitos outros sabiam disso...

Portanto, companheiros de batalhas, ergam a afiada espada das palavras, mas nunca sem ter o pesado escudo do exemplo no outro braço. Do contrário as palavras de espada se tornam poeira que o vento leva....

"... Deveis ser fiéis àquilo em que crêem, equilibrados e sinceros em vossas intenções e atitudes..."

Não à nós Senhor, Não à nós, Senão a Ti seja dada toda Glória!!!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Mais uma noite...

Mais uma noite, ele andou calmamente pelo vale coberto por flores aromáticas, a luz da lua cheia estava alta, e as três montanhas se erguiam como muros gigantescos que protegiam o vale.
Ele andou até um pequeno templo. Era um templo sem paredes, no meio do vale, entre as flores.
Tinha apenas colunas apoiando um teto abobadado, era circular. Em seu centro duas estátuas, de uma mulher, seios fartos, corpo longilíneo, longos cabelos e com um belo vestido e um homem portando uma coroa sobre a cabeça e fogo nas mãos. Era a estátua de uma deusa belíssima e de um poderoso deus.

Ele se aproximou da estátua e ouviu passos. Não se moveu... ficou a fitar a estátua.
Uma mulher se aproximou e se colocou ao lado dele. Ele falou após um suspiro longo

"Até quando? Até quando teremos que esperar?"

A mulher o abraçou ternamente e sorriu enquanto encostava a cabeça em seu peito.

"Vivemos em mundos diferentes, meu amado"

Ele retribuiu o abraço e a levantou em seus braços... como se seu peso nada fosse.

"Te levarei comigo... não importa... já não consigo mais..."

Ela o beijou.... um beijo que misturava amor, carinho, paixão... e parou

"Não adianta... ainda não é a hora... mas a hora virá..."

Ele a soltou no chão... e a beijou na testa abraçando-a com força

"Terei que esperar então! Estou ansioso!"

Ela se soltou do abraço e se virou para a estátua... "Te aguardarei ansiosa..."

e como se a gravidade não existisse ela começou a subir...
E ele ficou assistindo enquanto ela ia sumindo no céu... até seu brilho ser mais uma estrela... brilho tão intenso que o cegava.

A luz do sol batia em seu rosto e o forçou a abrir os olhos... suava frio... uma pequena dor de tristeza em seu peito, não conseguia lembrar ao certo o q sonhara. Mas se lembrava da visão da bela mulher... sonhara com ela mais uma vez... e toda vez q acordava tinha a sensação de saudades que o motivava a seguir com o dia, para que a esperada noite chegasse... mais uma noite.